Apresentação

Prezados
Temos o prazer de apresentar a edição 2025/2026 do Sumário Genômico Conexão Delta G que traz a avaliação genética de 297 touros, sendo 197 Braford e 100 Hereford.
Estão disponíveis DEPs para 27 características e 4 Índices, obtidos a partir de uma base de dados composta por 8.133 touros, 186.272 vacas, 456.178 produtos, sendo que o arquivo de pedigree utilizado para as análises genéticas contém informações de 657.595 animais.
A novidade desse ano fica por conta da DEP Retorno Maternal (RMAT) que visa identificar touros que produzem vacas com maior eficiência produtiva. Touros com maiores valores de DEP RMAT tendem a produzir filhas com menor idade ao 1º parto, maior permanência produtiva no rebanho, menor custo de mantença, e que produzem bezerros com maior ganho de peso e melhor composição da carcaça em termos de conformação, precocidade e musculatura.
O Programa Genômico da Conexão DeltaG, iniciado através da parceria com a Embrapa e GenSys, avança e se torna, cada vez mais, um dos pilares fundamentais para acelerar o progresso genético e oferecer informações ainda mais acuradas.
Com uma alta pressão de seleção – somente os TOP 0,5% são escolhidos pelos resultados genéticos e por uma revisão criteriosa – o Programa de Touro Jovem da Conexão Delta G é responsável por testar e oferecer ao mercado uma genética cada vez mais avançada.
Por todo o exposto, o conjunto de informações contidas nesse Sumário constitui um instrumento eficaz para tomada de decisão no sentido de aumentar a produtividade dos rebanhos através do progresso genético. O nível técnico, o treinamento e comprometimento de todas as pessoas envolvidas no processo, são os principais responsáveis por estes resultados.
Vale lembrar que, além do sêmen dos touros superiores, a qualidade genética do Programa Conexão Delta G é ofertada pelos criadores parceiros através de seus eventos comerciais, com garantia de qualidade genética e o reconhecimento conferido pelo CEIP (Certificado Especial de Identificação e Produção)
Agosto de 2025.
Conexão Delta G
Empresas integrantes
| EMPRESA | PROPRIETÁRIO | LOCALIDADE | CONTATO | |
| AGROPECUÁRIA CAPIATI | Adalberto Pereira Alvarez e Filhos | São Borja – RS | (55) 99977-7023 | @capiatiagro |
| AGROPECUÁRIA CATY | Adroaldo Bernardo Pötter | Santana do Livramento – RS | (55) 99978-3450 | @agropecuariacaty |
| BRAFORD SERENO | Marcelo Xavier | São Sepé – RS | (55) 99623-1975 | @brafordsereno |
| CIA AZUL | Susana Macedo Salvador | Uruguaiana – RS | (51) 99901-6889 | @ciaazul |
| ESTÂNCIA GUATAMBU | Valter José Pötter | Dom Pedrito – RS | (53) 99945-8585 | @estanciaguatambu |
| ESTÂNCIA MADRAGA | Regina Helena Hamilton Albornoz | Santana do Livramento – RS | (55) 99159-4261 | @estanciamadraga |
| ESTÂNCIA SÃO BENTO | Maria Regina Braga Eichenberg | Dom Pedrito – RS | (51) 99975-0461 | @estancia.sao.bento |
| ESTÂNCIA SÃO MANOEL | Paulo Cesar Ferreira Fleck | Alegrete – RS | (55) 99974-1237 | @fazsaomanoel |
| ESTÂNCIA SILÊNCIO | Carlos Edmundo Cirne Lima Eichenberg | Alegrete – RS | (51) 99919-2159 | @estancia_silencio |
| FAZENDA CURUPIRA | Octaviano Neto | Pedro Osório – RS | (11) 97673-6752 | @brafordcurupira |
| FAZENDA DO VERDE | Pedro Ramos | São Sepé | …. | …. |
| FAZENDA MONTENEGRO | Grupo Heller Pereira | Rio Pardo – RS | (51) 99705-2487 | @fazenda.montenegro |
| FAZENDA NOVA | Adriane Belone de Andrade Campo | Santo Antonio do Aracanguá – SP | (18) 99623-0170 | @fazendanova |
| GAP GENÉTICA | Eduardo Macedo Linhares | Uruguaiana – RS | (55) 99975-5064 | @gapgenetica |
| GRUPO PITANGUEIRA | Sônia Beatriz Rhode Lopes | Itaqui – RS | (55) 99623-4435 | @grupo_pitangueira |
| PARCERIA PECUÁRIA JACARÉ | Parceria Pecuária Jacaré | São Gabriel – RS | (51) 3216 8745 | alsantos@grupociapar.com.br |
| SOCIEDADE AGR RINCÃO DO BARRETO LTDA | Edgar Rotunno Faria | Dom Pedrito – RS | (53) 99958-8027 | @rincaodobarreto |
| WOLF GENÉTICA | Wolf Agricultura e Pecuária | Dom Pedrito – RS | (53) 99972-4098 | @wolfagriculturaepecuaria |
Características avaliadas
CARACTERÍSTICAS AVALIADAS
As estimativas de valor genético das características avaliadas foram apresentadas na forma de DEPh (Diferença Esperada na Progênie – harmônica). Foram geradas DEPhs para as seguintes características de interesse econômico:
PESO AO NASCER (PN)
Expressa em kg, a DEPh PN é um dos preditores de facilidade no parto. Touros com altas DEPhs para PN não são recomendados para novilhas com pequena abertura pélvica. A seleção para PN não deve ser conduzida para os extremos, pois as maiores taxas de sobrevivência perinatal são observadas quando os PNs estão próximos da média.
FACILIDADE DE PARTO (FAC DE PARTO)
Avaliada através de escores, esta característica representa uma forma direta de predizer facilidade de parto. O escore 1 indica nenhuma assistência, o 2 alguma assistência, o 3, cesariana. DEPhs altas ou positivas são desejáveis, pois estão apresentadas de forma que maiores valores indicam maior probabilidade de o touro produzir progênie que resulte em partos sem problemas.
DURAÇÃO DA GESTAÇÃO (D GEST)
A duração da gestação representa o número de dias entre a concepção e o nascimento. Vacas com menor período de gestação têm mais tempo para se recuperar após o parto e, consequentemente, melhorar sua eficiência reprodutiva. Além disso, períodos prolongados de gestação podem estar associados à maior incidência de auxílio ao parto por resultarem em maior peso ao nascer da cria. Touros com DEPhs baixas ou negativas têm maior potencial para gerar filhas com menor período de gestação do que touros com DEPhs elevadas.
GANHO DE PESO DO NASCIMENTO A DESMAMA (GND)
Expressa em kg, a DEPh GND é um indicativo da capacidade do touro transmitir genes com efeito direto sobre a velocidade de crescimento de sua progênie do nascimento a desmama (205 dias). DEPhs elevadas geralmente são recomendadas para sistemas com boa disponibilidade de alimentos de qualidade.
GANHO DE PESO DA DESMAMA AO SOBREANO (GDS)
Expressa em kg, a DEPh GDS indica o potencial genético do touro em transmitir genes com efeito direto sobre a velocidade de crescimento de sua progênie, da desmama (205 dias) ao sobreano (410 dias). DEPhs elevadas geralmente são recomendadas para sistemas com boa disponibilidade de alimentos de qualidade.
GANHO DE PESO DO NASCIMENTO AO SOBREANO (GNS)
Expressa em kg, a DEPh GNS indica o potencial genético do touro em transmitir genes com efeito direto sobre a velocidade de crescimento de sua progênie, do nascimento ao sobreano (410 dias). A DEPh GNS é obtida somando-se as DEPhs de ganho de peso do nascimento a desmama (GND) e ganho de peso da desmama ao sobreano (GDS). DEPhs elevadas geralmente são desejáveis para sistemas com boa disponibilidade de alimentos de qualidade.
CONFORMAÇÃO, PRECOCIDADE, MUSCULATURA E TAMANHO (CPMT)
Estas características são importantes para obtenção de animais equilibrados e produtivos. São avaliadas através de escores visuais, por avaliadores treinados, com variação de 1 a 5, na desmama e no sobreano, sempre de forma relativa à média do grupo de manejo. Os escores mais altos dentro do grupo de manejo indicam presença mais marcante da característica. DEPhs de CPM elevadas e DEPhs de T moderadas são desejáveis para uma maior e mais eficiente produção de carne em sistemas de ciclo curto.
A conformação (C) avalia a quantidade de carne na carcaça. Os escores são atribuídos imaginando-se o abate do animal no momento em que é realizada a avaliação. Essa característica é influenciada pelo tamanho (principalmente pelo comprimento) e pelo grau de musculosidade do animal.
A precocidade de terminação (P) avalia a capacidade do animal chegar a um grau de acabamento mínimo de carcaça, com peso vivo não elevado, fixado pelo mercado. Animais com maior profundidade de costelas, maior caixa torácica, de silhueta cheia, com virilhas pesadas e em início de deposição de gordura subcutânea, principalmente na base da cauda, indica maior precocidade de terminação. Animais altos, esguios, com pouca profundidade e enxutos são mais tardios e, por isso, devem receber as notas mais baixas para precocidade. É importante combinar as precocidades de crescimento (ganho de peso) e de terminação para produzir animais equilibrados e obter a mesma classe de novilho num menor período de tempo.
A musculatura (M) avalia o desenvolvimento da massa muscular como um todo, observada em pontos como antebraço, paleta, lombo, garupa e, principalmente, no traseiro.
O tamanho (T) é um indicativo de altura e comprimento do animal.
PERÍMETRO ESCROTAL AJUSTADO PARA IDADE (PEi)
Expressa em cm, a DEPh para perímetro escrotal ajustado somente para idade ao sobreano (PEi) é um indicador de precocidade sexual e, também, por ser uma outra medida corporal, da velocidade de crescimento. DEPhs elevadas são desejáveis.
PERÍMETRO ESCROTAL AJUSTADO PARA IDADE E PESO (PEip)
Expressa em cm, a DEP para perímetro escrotal ajustado para idade e peso ao sobreano (PEip) é um indicador mais eficaz da precocidade sexual. Por exemplo, espera-se que três touros de mesma idade, com perímetros escrotais de 32 cm, tenham precocidades sexuais muito distintas se eles tiveram 300, 400 ou 550 kg de peso. Por estar associada com a precocidade sexual dos filhos e filhas do touro, esta característica é de grande importância nos programas de melhoramento genético de gado de corte.
RESISTÊNCIA AO CARRAPATO (ECTO)
A DEP para resistência ao carrapato possibilita a seleção de animais menos suscetíveis ao carrapato Boophilus microplus e, portanto, mais adaptados ao meio ambiente. A avaliação dessa característica é realizada no sobreano por meio da contagem de fêmeas adultas (teleóginas) com mais de 4 mm de diâmetro, na região compreendida entre as faces internas dos membros posteriores, “entre-pernas”. Durante a execução do projeto de pesquisa desenvolvido pela parceria Embrapa Pecuária Sul, Conexão Delta G e GenSys, as contagens foram feitas na lateral esquerda do corpo dos animais, sendo realizadas até três contagens no mesmo animal. Expressa em uma escala logarítmica, devido à característica de sua distribuição na população, a DEPh para Resistência a Carrapato indica o potencial do touro em transmitir genes com efeito direto sobre a resistência ao carrapato. DEPhs menores ou mais negativas são as mais desejáveis, sendo comparáveis somente entre touros da mesma raça.
PELAME
Avalia-se o comprimento e espessura do pelo. O pelame está relacionado com a capacidade de adaptação do animal ao meio ambiente. Pelo curto e liso caracterizam animais com maior adaptação e, também, com menor infestação de carrapato. Esta característica é avaliada através de notas de 1 a 3, sendo que a nota 1 é atribuída a animais com pelo curto e liso, a nota 3 é atribuída a animais com pelo longo e lanoso e a nota 2 é atribuída a uma condição intermediária. DEPhs altas ou positivas para comprimento do pelo indicam maior probabilidade de o touro produzir progênie com pelo curto (escore igual a 1).
PIGMENTAÇÃO OCULAR (PIG OCULAR)
A pigmentação ocular é avaliada através de escores visuais com variação de 1 a 3. O grau de pigmentação ocular está associado com a incidência de câncer ocular. Animais com ausência de pigmentação ocular apresentam índices mais elevados de câncer ocular do que animais pigmentados. DEPhs altas ou positivas para pigmentação ocular indicam maior probabilidade de o touro produzir progênie com olho pigmentado e, consequentemente, menor incidência de câncer ocular.
PREPÚCIO /UMBIGO (UMBIGO)
Avalia-se o tamanho e formato do prepúcio, nos machos, e do umbigo, nas fêmeas. O prepúcio tem grande importância funcional, pois machos com prepúcio muito longo frequentemente sofrem lesões causadas pela vegetação, o que pode comprometer seriamente o desempenho reprodutivo. Esta característica também é avaliada através de notas de 1 a 5, sendo que as notas mais altas são atribuídas a animais com prepúcios maiores ou pendulares. DEPhs altas ou positivas para prepúcio são desejáveis, pois estão apresentadas de forma que maiores valores indicam maior probabilidade de o touro produzir progênie com prepúcio corrigido (notas 1 a 3).
ÁREA DE OLHO DE LOMBO (AOL), ESPESSURA DE GORDURA (EGS, EP8) e GORDURA INTRAMUSCULAR (GIM)
Estas características são importantes para se obterem animais mais equilibrados e produtivos. São avaliadas através da ultrassonografia no sobreano. DEPs elevadas são desejáveis. A área de olho de lombo (AOL) é um indicador do peso total da carcaça e do rendimento de cortes comerciais. A espessura de gordura subcutânea e da picanha (EGS e P8) é um indicador da facilidade de terminação do animal. A gordura intramuscular ou marmoreio, (GIM) é um indicador da qualidade da carne.
HABILIDADE MATERNA (HM)
As diferenças no desenvolvimento dos bezerros são influenciadas pelas diferenças no potencial de crescimento próprio (direto) e habilidade materna das mães, sendo estas fortemente determinadas pelas variações na produção de leite. Ao particionar o GND nos componentes direto e materno, obtém-se a DEP HM. A DEP HM é um indicador da capacidade de o touro transmitir às suas filhas genes relacionados à habilidade materna, que resultarão em efeito sobre a característica GND de seus netos.
RETORNO MATERNAL (RMAT)
Retorno Maternal é um índice bioeconômico que visa identificar vacas com maior eficiência produtiva, e os touros que produzem estas vacas. Os componentes contemplados no cálculo do RMAT são: precocidade sexual, permanência produtiva e custo estimado de mantença da vaca, e desempenho de seus bezerros. O RMAT é uma estimativa do retorno por vaca em kg de peso vivo produzido ao ano, descontado o custo estimado de mantença. O retorno estimado é avaliado não apenas quanto ao peso, mas também quanto à composição deste peso, uma vez que as DEPs das características conformação, precocidade e musculatura são contempladas no cálculo do índice. Touros com maiores valores de DEP RMAT são desejáveis pois tendem a produzir filhas com menor idade ao 1º parto, maior permanência produtiva no rebanho, menor custo de mantença, e que produzem bezerros com maior ganho de peso e melhor composição da carcaça em termos de conformação, precocidade e musculatura.
Base de dados
| CARACTERÍSTICA | REBANHO | GC | TOURO | VACA | PRODUTO |
| Peso ao nascer | 75 | 1809 | 7086 | 127744 | 341074 |
| Facilidade de Parto | 27 | 620 | 1074 | 25653 | 25653 |
| Duração da Gestação | 77 | 1730 | 1682 | 87156 | 129811 |
| Ganho de peso do nascimento a desmama | 93 | 14488 | 8133 | 186272 | 456178 |
| Ganho de peso da desmama ao sobreano | 82 | 19579 | 7286 | 116186 | 226557 |
| Ganho de peso do nascimento ao sobreano | 82 | 19579 | 7286 | 116186 | 226557 |
| Conformação na desmama | 93 | 13784 | 8091 | 182569 | 449569 |
| Precocidade na desmama | 93 | 13149 | 7870 | 176015 | 432060 |
| Musculatura na desmama | 93 | 13128 | 7848 | 175792 | 431805 |
| Tamanho na desmama | 63 | 7102 | 5940 | 89519 | 241055 |
| Conformação no sobreano | 82 | 5441 | 7302 | 119049 | 236343 |
| Precocidade no sobreano | 82 | 5125 | 7118 | 114210 | 225961 |
| Musculatura no sobreano | 82 | 5093 | 7090 | 113910 | 225523 |
| Tamanho no sobreano | 61 | 3620 | 5552 | 67997 | 146914 |
| Perímetro escrotal no sobreano | 71 | 7968 | 5829 | 49475 | 70175 |
| Perímetro escrotal no sobreano | 71 | 7968 | 5829 | 49475 | 70175 |
| Resistência ao carrapato | 37 | 377 | 1570 | 14422 | 18292 |
| Pelame na desmama | 57 | 5985 | 5325 | 82765 | 215303 |
| Pelame no sobreano | 60 | 11643 | 4989 | 68588 | 137271 |
| Pigmentação ocular | 65 | 619 | 5894 | 91432 | 239586 |
| Prepúcio (umbigo) na desmama | 90 | 1707 | 7072 | 154968 | 371024 |
| Prepúcio (umbigo) no sobreano | 80 | 1380 | 6426 | 98002 | 190470 |
| Área de olho de lombo | 35 | 2404 | 1606 | 14436 | 20892 |
| Espessura de gordura subcutânea | 35 | 2401 | 1601 | 14338 | 20731 |
| Espessura de gordura na picanha | 15 | 589 | 715 | 3890 | 5086 |
| Gordura intramuscular | 9 | 326 | 483 | 2377 | 3047 |
Diversidade
| CARACTERÍSTICA | DESVIO PADRÃO | MÍNIMO | MÁXIMO |
| Peso ao nascer (PN) | 0.77 | -2.33 | 2.41 |
| Facilidade de Parto (FAC DE PARTO)(a)(c) | 0.08 | -0.28 | 0.17 |
| Duração da Gestação (D GEST) | 1.86 | -5.76 | 5.00 |
| Ganho de peso do nascimento a desmama (GND) | 2.98 | -9.56 | 9.25 |
| Ganho de peso da desmama ao sobreano (GDS) | 2.22 | -6.28 | 6.74 |
| Ganho de peso do nascimento ao sobreano (GNS) | 4.24 | -11.72 | 12.76 |
| Conformação na desmama (C DESM) | 0.14 | -0.25 | 0.55 |
| Precocidade na desmama (P DESM) | 0.13 | -0.27 | 0.46 |
| Musculatura na desmama (M DESM) | 0.15 | -0.29 | 0.64 |
| Tamanho na desmama (T DESM) | 0.13 | -0.26 | 0.53 |
| Conformação no sobreano (C SOBR) | 0.12 | -0.26 | 0.60 |
| Precocidade no sobreano (P SOBR) | 0.14 | -0.26 | 0.50 |
| Musculatura no sobreano (M SOBR) | 0.15 | -0.33 | 0.60 |
| Tamanho no sobreano (T SOBR) | 0.14 | -0.33 | 0.60 |
| Perímetro escrotal no sobreano (PEi) | 0.40 | -1.30 | 1.20 |
| Perímetro escrotal no sobreano (PEip) | 0.37 | -1.09 | 0.99 |
| Resistência ao carrapato (ECTO) (a) (b) | 0.17 | -0.38 | 0.50 |
| Pelame na desmama (Pm DESM) (a) | 0.07 | -0.23 | 0.27 |
| Pelame no sobreano (Pm SOBR) (a) | 0.05 | -0.14 | 0.15 |
| Pigmentação ocular (PIGO) (a) | 0.16 | -0.51 | 0.76 |
| Prepúcio (umbigo) na desmama (U DESM) (a) (c) | 0.08 | -0.58 | 0.22 |
| Prepúcio (umbigo) no sobreano (U SOBR) (a) (c) | 0.08 | -0.41 | 0.17 |
| Área de olho de lombo (AOL) | 1.15 | -2.08 | 3.19 |
| Espessura de gordura subcutânea (EGS) | 0.10 | -0.34 | 0.21 |
| Espessura de gordura na picanha (EP8) | 0.15 | -0.28 | 0.31 |
| Gordura intramuscular (GIM) | 0.11 | -0.16 | 0.29 |
| Habilidade Materna (HM) | 2.06 | -5.44 | 6.16 |
| Retorno Maternal (Rmat) | 7.76 | -5.56 | 26.47 |
| Adaptação (ADAPTAÇÃO) (d) | 6.13 | -13.81 | 15.02 |
| Carcaça (CARCAÇA) (d) | 7.42 | -10.66 | 21.50 |
| Desmama (DESMAMA) (d) | 10.66 | -28.10 | 33.15 |
| Final (FINAL) (d) | 8.27 | -16.59 | 30.40 |
Análise genética
A análise genética(a) foi realizada pela empresa GenSys Consultores Associados. O software utilizado possui os seguintes componentes metodológicos:
(1) ANÁLISE DE CONTECTABILIDADE
Antes de realizar a avaliação genética, os dados foram submetidos a uma análise completa de conectabilidade para poder assegurar que as DEPs realmente são relativas à base genética anunciada. O grau de conectabilidade entre grupos contemporâneos foi medido através das conexões genéticas devidas a cada animal e todos os seus ancestrais em comum. As conexões genéticas foram ponderadas pelo parentesco aditivo entre os animais. Para ser considerado conectado à base de dados principal, definiu-se que o grupo contemporâneo deve ter um mínimo de 10 laços genéticos diretos. Todos os produtos pertencentes a grupos contemporâneos desconectados são eliminados da análise genética.
(2) MODELO ANIMAL MULTIVARIADO
O modelo básico, utilizado na avaliação genética de todas as características, pode ser descrito pela equação yijkl = [µ + gci + aj + mk + pek + eijkl] λm, onde yijkl é a observação fenotípica do animal l, pré-ajustada para os efeitos ambientais conhecidos (idade do produto, idade da vaca e época do nascimento do produto) e efeitos genéticos fixos (raça, dominância, perdas epistáticas, complementariedade e suas interações com latitude); µ é a média geral da característica; gci é o efeito do grupo contemporâneo i (fixo); aj é o efeito genético direto do animal j (aleatório); mk é o efeito genético materno da vaca k (aleatório); pek é o efeito de ambiente permanente devido à vaca k (aleatório); eijkl é efeito residual associado à observação ijkl (aleatório) e λm é o fator de ajustamento para o nível m da variância residual do grupo contemporâneo i e resíduo da observação ijkl. Os componentes de (co)variâncias foram previamente estimados pelo método de máxima verossimilhança restrita (REML).
(3) PROCEDIMENTOS ROBUSTOS DE ESTIMAÇÃO
Foram utilizados procedimentos robustos frente à heterogeneidade de variância dos grupos contemporâneos e à magnitude do resíduo de cada observação. A função utilizada (λm) permite que observações “normais” tenham influência plena sobre as estimativas, enquanto que observações pertencentes a grupos contemporâneos com maior variação e resíduos “grandes” têm poder de influência reduzido conforme o grau de confiança calculado.
ANÁLISE GENÔMICA
Para os animais genotipados, a avaliação se deu com base na DEP genômica obtida por meio de procedimento estatístico que combina predição calculada com base na informação dos marcadores com a DEP tradicional. Foi utilizado software para edição e controle de qualidade dos genótipos desenvolvido pela GenSys e software SNP1101 (Versão 1.0, licenciado pela HiggGene Solutions Inc.). O método utilizado foi o BLUP genômico (GBLUP). Resumidamente, o modelo GBLUP pode ser descrito pela seguinte equação y = 1nμ + Zg +e em que y é o vetor de pseudo-fenótipos para a característica avaliada, μ é um parâmetro de posição comum a todas as observações, 1n é um vetor de 1’s, Z é uma matriz de incidência relacionando os valores genômicos diretos a y, g é o vetor de valores genômicos diretos (DGV) e e é um vetor de efeitos aleatórios residuais. Assume-se que g ~ N (0,G*σ²g) e e ~ N (0,Rσ²e), sendo que G* é uma matriz combinada de parentesco e R uma matriz diagonal, cujos elementos são definidos de modo a contemplar as diferenças de acurácia dos pseudo-fenótipos considerados em y.
(a)Antes de submeter os dados à análise genética, foi verificada a consistência de todas as informações contidas no banco de dados com o propósito de dar a maior garantia possível à qualidade dos dados que são utilizados nas análises genéticas.
Como interpretar o Sumário
DEP – Diferença Esperada na Progênie
A DEP é uma estimativa da metade do valor genético aditivo de um indivíduo. Para entender conceitualmente a DEP, tomemos como exemplo a característica ganho de peso do nascimento a desmama e consideremos os touro A e B, com DEPs de 10 e 5 kg, respectivamente. A diferença entre as DEPs dos touros A e B é, portanto, de 5 kg. Isto significa que se ambos os touros forem acasalados com grupos semelhantes de vacas e os produtos forem submetidos às mesmas condições ambientais, os produtos do touro A ganharão, em média, 5 kg a mais do nascimento a desmama do que os produtos do touro B. Para uma correta interpretação deve-se ter sempre em mente que apenas as diferenças entre as DEPs são relevantes, não os valores absolutos.
DEPh – DEP harmônica
No cálculo da DEPh, parte da variabilidade da progênie que é devida a touro é quantificada e utilizada para penalizar proporcionalmente a DEPh dos touros com progênie menos uniforme. Como isto é feito para todas as características avaliadas, a DEPh e os índices gerados com base na DEPh possibilitam identificar, de maneira mais eficiente, os reprodutores que produzem progênie com maior precocidade de crescimento e maior uniformidade.
As DEPhs de auxílio ao parto e de umbigo foram calculadas empregando-se um modelo de limiar. Assim, por exemplo, se o touro A possui uma DEP para auxílio ao parto igual a -0,10 e o touro B possui uma DEP igual a 0,20, em média a probabilidade do touro B produzir filhos que não induzem (ou induzem pouco) o auxílio ao parto (notas de 1 a 3) é 30% maior do que a do touro A. O mesmo conceito é aplicado para umbigo/prepúcio com relação à probabilidade de produzir progênie com prepúcio corrigido (notas de 1 a 3).
BASE GENÉTICA
As DEPhs das características foram expressas em relação a uma base genética móvel, ou seja, em relação à média genética de toda a população analisada. No entanto, as características auxílio ao parto, resistência ao carrapato, pelame, pigmentação ocular e prepúcio/umbigo, por serem relacionadas à adaptação, foram expressas em relação à média do Hereford e do Braford, não podendo ser comparadas entre as duas raças.
ÍNDICES
Os índices agregam num único valor o mérito genético total do animal. Os fatores de ponderação das características consideradas no cálculo dos índices foram definidos para uma base igual a 10, ou seja, como se cada touro fosse avaliado através de 10 características medidas na sua progênie. Assim, o índice 10 indica que, em média, o touro foi superior em um desvio-padrão da DEPh, em cada uma das características integrantes do índice. As ponderações percentuais aplicadas sobre as DEPhs padronizadas que compõem os Índices do Programa Conexão Delta G são apresentadas na próxima seção.
DECAS E PERCENTIS
As DECAS e PERCENTIS são apresentações dos touros em classes de 10 e 1%, respectivamente, obtidas com base nas DEPhs padronizadas. Estes indicadores permitem classificar rápida e objetivamente as DEPhs e Índices de um determinado touro em relação aos demais touros participantes da análise. A DECA 1 indica que o touro está entre os 10% melhores; a DECA 2 indica que o touro está entre os 11 e os 20% melhores e assim por diante.
ACURÁCIA(a)
A acurácia indica o grau de confiança depositado na estimativa da DEPh. Os valores de acurácia podem variar de 0 a 1, sendo que os valores mais elevados indicam maior segurança na estimativa da DEPh. A acurácia é uma função da quantidade de informação disponível para avaliação do touro. São fontes de informação os dados do seu próprio desempenho produtivo, do desempenho de sua progênie e de todos os seus parentes (pai, mãe, irmãos inteiros, meio-irmãos, etc.). Quanto maior a quantidade de informação disponível, mais elevado o valor da acurácia.
É fundamental ter sempre em mente que a seleção deve ser realizada com base nas DEPh e nos Índices e não nas acurácias. A acurácia deve ser usada apenas como fator de definição da intensidade de uso de determinado touro.
(a) Somente na edição impressa, as acurácias foram multiplicadas por 100.
GRAU DE CONFIABILIDADE
O grau de confiabilidade dos Índices Desmama e Final foi determinado com base na acurácia, número de filhos avaliados, número de rebanhos e distribuição dos filhos nos rebanhos, podendo ser classificado em A (elevado), B e C (intermediários).
Classe A: Touros com acurácia superior a 0,90 e que foram utilizados em mais de um rebanho nas fases de desmama e sobreano.
Classe B: Touros com acurácia entre 0,80 e 0,90 na desmama e no sobreano ou touros com acurácia superior a 0,90, mas que foram utilizados em apenas um rebanho na desmama ou no sobreano.
Classe C: Touros com acurácia inferior a 0,80 na desmama ou no sobreano, ou somente com Índice ao Desmame.
A expectativa é que os touros com grau de confiabilidade “A” tenham menor variação nas DEPhs e Índices quando mais dados forem incorporados à base Conexão Delta G, em comparação aos touros com graus de confiabilidade “B” e “C”.
Ponderação dos Índices
| ÍNDICE | PONDERAÇÃO (%) |
| ÍNDICE ADAPTAÇÃO | |
| Resistência ao carrapato | 50 |
| Pelame na desmama | 10 |
| Pelame no sobreano | 10 |
| Pigmentação ocular | 20 |
| Prepúcio (umbigo) no sobreano | 10 |
| ÍNDICE CARCAÇA | |
| Ganho de peso do nasc a desmama | 10 |
| Ganho de peso da desm ao sobreano | 20 |
| Conformação no sobreano | 4 |
| Precocidade no sobreano | 8 |
| Musculatura no sobreano | 8 |
| Área de olho de lombo | 20 |
| Espessura de gordura subcutânea | 10 |
| Espessura de gordura na picanha | 10 |
| Gordura Intramuscular | 10 |
| ÍNDICE DESMAMA | |
| Ganho de peso do nasc a desmama | 52 |
| Conformação na desmama | 10 |
| Precocidade na desmama | 19 |
| Musculatura na desmama | 19 |
| ÍNDICE FINAL | |
| Ganho de peso do nasc a desmama | 25 |
| Ganho de peso da desm ao sobreano | 25 |
| Conformação na desmama | 4 |
| Precocidade na desmama | 8 |
| Musculatura na desmama | 8 |
| Conformação no sobreano | 4 |
| Precocidade no sobreano | 8 |
| Musculatura no sobreano | 8 |
| Perímetro escrotal no sobreano | 5 |
| Perímetro escrotal no sobreano | 5 |
Critérios para apresentação
TOUROS
São apresentados, nessa edição do Sumário, touros Hereford e Braford com produtos nascidos a partir de 2021, com acurácia superior a 0.70 e com 10 ou mais filhos para Índice Desmama e/ou Índice Final. Ao todo, são listados 100 touros Hereford e 197 touros Braford.
TOUROS JOVENS
O Programa de Touros Jovens da Conexão Delta G, além de promover e disseminar o progresso genético entre os rebanhos participantes do Programa, fornece informações de progênie para identificar de forma mais rápida e precisa os touros superiores, que no futuro poderão ser usados intensivamente na reprodução. Para participar do programa de touros jovens, os animais são submetidos a uma forte pressão de seleção. Eles devem estar entre os 1% melhores machos com CEIP, sendo eles escolhidos com o auxílio do PAD (programa de acasalamentos dirigidos). O PAD simula o acasalamento de cada candidato (macho com CEIP) com todas as novilhas da última safra e indica os touros jovens que produzem os melhores resultados nos seguintes critérios básicos: (1) Acasalamentos para maximização do Índice Final da futura progênie; (2) Acasalamentos corretivos para características produtivas e caracterização racial; (3) Melhor balanceamento das DEPs e (4) Manutenção de níveis aceitáveis (menor do que 6%) de endogamia. O sêmen congelado dos touros jovens é distribuído aleatoriamente entre os rebanhos participantes do Programa, de modo que 10% dos produtos de cada rebanho sejam filhos destes touros jovens. A coleta e distribuição do sêmen é fruto de parceria com a Central de Inseminação Progen, disponibilizando ao público touros provados do Programa Conexão Delta G.
Os touros jovens indicados ao teste de progênie do Programa Conexão DeltaG estão apresentados em publicação separada juntamente com os demais touros que tem sêmen à venda em Centrais de Inseminação
VACAS LÍDERES e VACAS JOVENS
As melhores vacas Hereford e Braford com pelo menos 2 filhos avaliados na desmama e sobreano (vacas líderes) e, também, as melhores vacas jovens da safra 2023 são listadas nesse Sumário.
(a)Em www.gensys.com.br/sumario/conexaodeltag são apresentados TODOS os DECA 1 de Touros Jovens, Vacas Jovens e Vacas Líderes das raças Hereford e Braford
COMO LOCALIZAR OS TOUROS
Para encontrar os touros nas diferentes Tabelas do Sumário, localize-os inicialmente pelo Nome na Lista de Referência de Hereford ou de Braford. Esta listagem mostra o RMAT e os Índices Adaptação, Carcaça, Facilidade de Parto, Desmame e Final de todos os touros e está ordenada pelo Nome. Na coluna “Tab” é indicada a Tabela onde são apresentadas todas as DEPhs disponíveis para o respectivo touro.
Fornecedores de sêmen
| CÓDIGO | FORNECEDOR | SITE | CONTATO |
| abs | ABS | www.absglobal.com | (34) 3319-5400 |
| ag | AG BRASIL | www.agbrasil.com.br | (16) 2137-7700 |
| alta | ALTA GENETICS/ PROGEN | www.altagenetics.com.br | (53) 3243-1199 |
| cort | CORT GENÉTICA BRASIL | www.cortgeneticabrasil.com | (55) 3414-0164 |
| crio | CRIO CENTRAL | www.criocentral.com.br | (51) 998358100 |
| crv | CRV LAGOA | www.crvlagoa.com.br | (16) 2105-2299 |
| genex | GENEX | www.genexbrasil.com.br | (16) 3362-3888 |
| ren | RENASCER BIOTECNOLOGIA | www.renascerbiotecnologia.com.br | (55) 99927-6808 |
| select | SELECT SIRES | www.selectsires.com.br | (51) 3222-9688 |
| st | ST REPRO | www.strepro.com.br | (19) 3500-4241 |
