Apresentação

APRESENTAÇÃO

Prezados,

É com satisfação que apresentamos o Sumário Genômico Conexão Delta G, edição 2026/2027, que reúne a avaliação genética de 294 touros, sendo 204 Braford e 90 Hereford.

Nesta edição são disponibilizadas DEPs para 27 características e quatro Índices, obtidas a partir de uma ampla base de dados, composta por 8.620 touros, 189.723 vacas e 467.661 produtos. O arquivo de pedigree utilizado nas análises genéticas reúne informações de 671.866 animais, conferindo consistência e profundidade às avaliações apresentadas.

As características avaliadas contemplam diferentes componentes de importância econômica para os sistemas de produção de carne bovina, incluindo peso ao nascer, facilidade de parto, crescimento, precocidade, musculatura, características de carcaça, adaptação, com especial atenção à resistência ao carrapato, além de características maternas. Apresentadas individualmente ou reunidas em Índices, essas informações permitem identificar os animais mais adequados aos diferentes objetivos de seleção e sistemas de produção.

Os resultados podem ser consultados de forma rápida e objetiva no Sumário on-line da GenSys, no aplicativo GenSys, disponível para dispositivos móveis, e na versão impressa, ampliando o acesso às informações necessárias à seleção e à tomada de decisão.

A genômica constitui hoje um dos pilares do Programa de Melhoramento Genético da Conexão Delta G. O trabalho iniciado em parceria com a Embrapa e a GenSys, inicialmente com forte ênfase na resistência ao carrapato, evoluiu e passou a incorporar a informação genômica de forma cada vez mais abrangente às avaliações. A população genotipada já supera 15 mil animais, e aproximadamente 80% dos touros apresentados nesta edição possuem informação genômica. A integração entre fenótipos, pedigree e genótipos contribui para aumentar a acurácia das avaliações e possibilita identificar mais precocemente animais geneticamente superiores.

Outro componente estratégico é o Programa de Touro Jovem da Conexão Delta G, que permite testar reprodutores de elevado mérito genético e gerar informações de progênie em diferentes rebanhos e ambientes. Dessa forma, o programa contribui para identificar precocemente reprodutores superiores, reduzir o intervalo entre gerações e acelerar a disseminação do progresso genético entre os rebanhos participantes.

A genética produzida e avaliada pelo Programa chega ao mercado por diferentes vias. Além da aquisição de sêmen de touros superiores, disponível nas principais centrais de inseminação artificial, os criadores têm acesso a essa genética por meio da aquisição de reprodutores nos remates promovidos pelos membros da Conexão Delta G ou diretamente em suas respectivas fazendas. O CEIP – Certificado Especial de Identificação e Produção constitui parte importante desse processo, identificando animais selecionados com base nos critérios estabelecidos pelo Programa.

Mais do que um ranking de reprodutores, este Sumário reúne informações destinadas a orientar decisões de seleção e acasalamento. A interpretação conjunta das DEPs, Índices, acurácias, decas e percentis permite escolher a genética mais adequada aos objetivos de cada rebanho e direcionar o progresso genético para características que efetivamente contribuem para a eficiência produtiva.

Os resultados apresentados nesta edição são fruto da coleta criteriosa de dados a campo, da consistência da base de informações, da aplicação de metodologias de avaliação genética e genômica e do comprometimento dos criadores, técnicos e demais profissionais envolvidos no Programa.

Esperamos que o Sumário Genômico Conexão Delta G 2026/2027 seja, mais uma vez, uma ferramenta de consulta e apoio à tomada de decisão, contribuindo para uma pecuária mais produtiva, eficiente e adaptada, sustentada pelo progresso genético.

Agosto de 2026

Conexão Delta G

Empresas integrantes

EMPRESA PROPRIETÁRIO LOCALIDADE CONTATO INSTAGRAM
AGROPECUÁRIA CAPIATI Adalberto Pereira Alvarez e Filhos São Borja – RS (55) 99977-7023 @capiatiagro
AGROPECUÁRIA CATY Adroaldo Bernardo Pötter Santana do Livramento – RS (55) 99978-3450 @agropecuariacaty
BRAFORD SERENO Marcelo Xavier São Sepé – RS (55) 99623-1975 @brafordsereno
CIA AZUL Susana Macedo Salvador Uruguaiana – RS (51) 99901-6889 @ciaazul
ESTÂNCIA GUATAMBU Valter José Pötter Dom Pedrito – RS (53) 99945-8585 @estanciaguatambu
ESTÂNCIA MADRAGA Regina Helena Hamilton Albornoz Santana do Livramento – RS (55) 99159-4261 @estanciamadraga
ESTÂNCIA SÃO BENTO Maria Regina Braga Eichenberg Dom Pedrito – RS (51) 99975-0461 @estancia.sao.bento
ESTÂNCIA SÃO MANOEL Paulo Cesar Ferreira Fleck Alegrete – RS (55) 99974-1237 @fazsaomanoel
ESTÂNCIA SILÊNCIO Carlos Edmundo Cirne Lima Eichenberg Alegrete – RS (51) 99919-2159 @estancia_silencio
FAZENDA CURUPIRA Octaviano Neto Pedro Osório – RS (11) 97673-6752 @brafordcurupira
FAZENDA WACHHOLZ Arthur Pontes Prates Cachoeira do Sul – RS +1(530)2208498 ….
FAZENDA MONTENEGRO Grupo Heller Pereira Rio Pardo – RS (51) 99705-2487 @fazenda.montenegro
FAZENDA NOVA Adriane Belone de Andrade Campo Santo Antonio do Aracanguá – SP (18) 99623-0170 @fazendanova
GAP GENÉTICA Eduardo Macedo Linhares Uruguaiana – RS (55) 99975-5064 @gapgenetica
GRUPO PITANGUEIRA Sônia Beatriz Rhode Lopes Itaqui – RS (55) 99623-4435 @grupo_pitangueira
PARCERIA PECUÁRIA JACARÉ Parceria Pecuária Jacaré São Gabriel – RS (51) 3216 8745 alsantos@grupociapar.com.br
SOCIEDADE AGR RINCÃO DO BARRETO LTDA Edgar Rotunno Faria Dom Pedrito – RS (53) 99958-8027 @rincaodobarreto
WOLF GENÉTICA Wolf Agricultura e Pecuária Dom Pedrito – RS (53) 99972-4098 @wolfagriculturaepecuaria

Características avaliadas

CARACTERÍSTICAS AVALIADAS

 As estimativas de valor genético das características avaliadas foram apresentadas na forma de DEPh (Diferença Esperada na Progênie – harmônica). Foram geradas DEPhs para as seguintes características de interesse econômico:

PESO AO NASCER (PN)

Expressa em kg, a DEPh PN é um dos preditores de facilidade no parto. Touros com altas DEPhs para PN não são recomendados para novilhas com pequena abertura pélvica. A seleção para PN não deve ser conduzida para os extremos, pois as maiores taxas de sobrevivência perinatal são observadas quando os PNs estão próximos da média.

FACILIDADE DE PARTO (FAC DE PARTO)

Avaliada através de escores, esta característica representa uma forma direta de predizer facilidade de parto. O escore 1 indica nenhuma assistência, o 2 alguma assistência, o 3, cesariana. DEPhs altas ou positivas são desejáveis, pois estão apresentadas de forma que maiores valores indicam maior probabilidade de o touro produzir progênie que resulte em partos sem problemas.

DURAÇÃO DA GESTAÇÃO (D GEST)

A duração da gestação representa o número de dias entre a concepção e o nascimento. Vacas com menor período de gestação têm mais tempo para se recuperar após o parto e, consequentemente, melhorar sua eficiência reprodutiva. Além disso, períodos prolongados de gestação podem estar associados à maior incidência de auxílio ao parto por resultarem em maior peso ao nascer da cria. Touros com DEPhs baixas ou negativas têm maior potencial para gerar filhas com menor período de gestação do que touros com DEPhs elevadas.

 GANHO DE PESO DO NASCIMENTO A DESMAMA (GND)

Expressa em kg, a DEPh GND é um indicativo da capacidade do touro transmitir genes com efeito direto sobre a velocidade de crescimento de sua progênie do nascimento a desmama (205 dias). DEPhs elevadas geralmente são recomendadas para sistemas com boa disponibilidade de alimentos de qualidade.

GANHO DE PESO DA DESMAMA AO SOBREANO (GDS)

Expressa em kg, a DEPh GDS indica o potencial genético do touro em transmitir genes com efeito direto sobre a velocidade de crescimento de sua progênie, da desmama (205 dias) ao sobreano (410 dias). DEPhs elevadas geralmente são recomendadas para sistemas com boa disponibilidade de alimentos de qualidade.

GANHO DE PESO DO NASCIMENTO AO SOBREANO (GNS)

Expressa em kg, a DEPh GNS indica o potencial genético do touro em transmitir genes com efeito direto sobre a velocidade de crescimento de sua progênie, do nascimento ao sobreano (410 dias).  A DEPh GNS é obtida somando-se as DEPhs de ganho de peso do nascimento a desmama (GND) e ganho de peso da desmama ao sobreano (GDS). DEPhs elevadas geralmente são desejáveis para sistemas com boa disponibilidade de alimentos de qualidade.

CONFORMAÇÃO, PRECOCIDADE, MUSCULATURA E TAMANHO (CPMT)

Estas características são importantes para obtenção de animais equilibrados e produtivos. São avaliadas através de escores visuais, por avaliadores treinados, com variação de 1 a 5, na desmama e no sobreano, sempre de forma relativa à média do grupo de manejo. Os escores mais altos dentro do grupo de manejo indicam presença mais marcante da característica. DEPhs de CPM elevadas e DEPhs de T moderadas são desejáveis para uma maior e mais eficiente produção de carne em sistemas de ciclo curto.

A conformação (C) avalia a quantidade de carne na carcaça. Os escores são atribuídos imaginando-se o abate do animal no momento em que é realizada a avaliação. Essa característica é influenciada pelo tamanho (principalmente pelo comprimento) e pelo grau de musculosidade do animal.

A precocidade de terminação (P) avalia a capacidade do animal chegar a um grau de acabamento mínimo de carcaça, com peso vivo não elevado, fixado pelo mercado. Animais com maior profundidade de costelas, maior caixa torácica, de silhueta cheia, com virilhas pesadas e em início de deposição de gordura subcutânea, principalmente na base da cauda, indica maior precocidade de terminação. Animais altos, esguios, com pouca profundidade e enxutos são mais tardios e, por isso, devem receber as notas mais baixas para precocidade. É importante combinar as precocidades de crescimento (ganho de peso) e de terminação para produzir animais equilibrados e obter a mesma classe de novilho num menor período de tempo.

A musculatura (M) avalia o desenvolvimento da massa muscular como um todo, observada em pontos como antebraço, paleta, lombo, garupa e, principalmente, no traseiro.

O tamanho (T) é um indicativo de altura e comprimento do animal.

PERÍMETRO ESCROTAL AJUSTADO PARA IDADE (PEi)

Expressa em cm, a DEPh para perímetro escrotal ajustado somente para idade ao sobreano (PEi) é um indicador de precocidade sexual e, também, por ser uma outra medida corporal, da velocidade de crescimento. DEPhs elevadas são desejáveis.

PERÍMETRO ESCROTAL AJUSTADO PARA IDADE E PESO (PEip)

Expressa em cm, a DEP para perímetro escrotal ajustado para idade e peso ao sobreano (PEip) é um indicador mais eficaz da precocidade sexual. Por exemplo, espera-se que três touros de mesma idade, com perímetros escrotais de 32 cm, tenham precocidades sexuais muito distintas se eles tiveram 300, 400 ou 550 kg de peso. Por estar associada com a precocidade sexual dos filhos e filhas do touro, esta característica é de grande importância nos programas de melhoramento genético de gado de corte.

RESISTÊNCIA AO CARRAPATO (ECTO)

A DEP para resistência ao carrapato possibilita a seleção de animais menos suscetíveis ao carrapato Boophilus microplus e, portanto, mais adaptados ao meio ambiente. A avaliação dessa característica é realizada no sobreano por meio da contagem de fêmeas adultas (teleóginas) com mais de 4 mm de diâmetro, na região compreendida entre as faces internas dos membros posteriores, “entre-pernas”. Durante a execução do projeto de pesquisa desenvolvido pela parceria Embrapa Pecuária Sul, Conexão Delta G e GenSys, as contagens foram feitas na lateral esquerda do corpo dos animais, sendo realizadas até três contagens no mesmo animal. Expressa em uma escala logarítmica, devido à característica de sua distribuição na população, a DEPh para Resistência a Carrapato indica o potencial do touro em transmitir genes com efeito direto sobre a resistência ao carrapato. DEPhs menores ou mais negativas são as mais desejáveis, sendo comparáveis somente entre touros da mesma raça.

PELAME

Avalia-se o comprimento e espessura do pelo. O pelame está relacionado com a capacidade de adaptação do animal ao meio ambiente. Pelo curto e liso caracterizam animais com maior adaptação e, também, com menor infestação de carrapato. Esta característica é avaliada através de notas de 1 a 3, sendo que a nota 1 é atribuída a animais com pelo curto e liso, a nota 3 é atribuída a animais com pelo longo e lanoso e a nota 2 é atribuída a uma condição intermediária. DEPhs altas ou positivas para comprimento do pelo indicam maior probabilidade de o touro produzir progênie com pelo curto (escore igual a 1).

PIGMENTAÇÃO OCULAR (PIG OCULAR)

A pigmentação ocular é avaliada através de escores visuais com variação de 1 a 3. O grau de pigmentação ocular está associado com a incidência de câncer ocular. Animais com ausência de pigmentação ocular apresentam índices mais elevados de câncer ocular do que animais pigmentados. DEPhs altas ou positivas para pigmentação ocular indicam maior probabilidade de o touro produzir progênie com olho pigmentado e, consequentemente, menor incidência de câncer ocular.

 PREPÚCIO /UMBIGO (UMBIGO)

Avalia-se o tamanho e formato do prepúcio, nos machos, e do umbigo, nas fêmeas. O prepúcio tem grande importância funcional, pois machos com prepúcio muito longo frequentemente sofrem lesões causadas pela vegetação, o que pode comprometer seriamente o desempenho reprodutivo. Esta característica também é avaliada através de notas de 1 a 5, sendo que as notas mais altas são atribuídas a animais com prepúcios maiores ou pendulares. DEPhs altas ou positivas para prepúcio são desejáveis, pois estão apresentadas de forma que maiores valores indicam maior probabilidade de o touro produzir progênie com prepúcio corrigido (notas 1 a 3).

ÁREA DE OLHO DE LOMBO (AOL), ESPESSURA DE GORDURA (EGS, EP8) e GORDURA INTRAMUSCULAR (GIM)

Estas características são importantes para se obterem animais mais equilibrados e produtivos. São avaliadas através da ultrassonografia no sobreano. DEPs elevadas são desejáveis. A área de olho de lombo (AOL) é um indicador do peso total da carcaça e do rendimento de cortes comerciais. A espessura de gordura subcutânea e da picanha (EGS e P8) é um indicador da facilidade de terminação do animal. A gordura intramuscular ou marmoreio, (GIM) é um indicador da qualidade da carne.

HABILIDADE MATERNA (HM)

As diferenças no desenvolvimento dos bezerros são influenciadas pelas diferenças no potencial de crescimento próprio (direto) e habilidade materna das mães, sendo estas fortemente determinadas pelas variações na produção de leite. Ao particionar o GND nos componentes direto e materno, obtém-se a DEP HM. A DEP HM é um indicador da capacidade de o touro transmitir às suas filhas genes relacionados à habilidade materna, que resultarão em efeito sobre a característica GND de seus netos.

RETORNO MATERNAL (RMAT)

Retorno Maternal é um índice bioeconômico que visa identificar vacas com maior eficiência produtiva, e os touros que produzem estas vacas. Os componentes contemplados no cálculo do RMAT são: precocidade sexual, permanência produtiva e custo estimado de mantença da vaca, e desempenho de seus bezerros. O RMAT é uma estimativa do retorno por vaca em kg de peso vivo produzido ao ano, descontado o custo estimado de mantença. O retorno estimado é avaliado não apenas quanto ao peso, mas também quanto à composição deste peso, uma vez que as DEPs das características conformação, precocidade e musculatura são contempladas no cálculo do índice. Touros com maiores valores de DEP RMAT são desejáveis pois tendem a produzir filhas com menor idade ao 1º parto, maior permanência produtiva no rebanho, menor custo de mantença, e que produzem bezerros com maior ganho de peso e melhor composição da carcaça em termos de conformação, precocidade e musculatura.

Base de dados

CARACTERÍSTICA REBANHO GC TOURO VACA PRODUTO
Peso ao nascer (PN) 77 1944 7575 131381 353737
Facilidade de Parto (FAC DE PARTO)(a) 28 653 1154 27073 27073
Duração da Gestação (D GEST) 80 1776 1898 89053 133217
Ganho de peso do nascimento a desmama (GND) 95 14828 8620 189723 467661
Ganho de peso da desmama ao sobreano (GDS) 82 20024 7760 119303 234254
Ganho de peso do nascimento ao sobreano (GNS) 82 20024 7760 119303 234254
Conformação na desmama (C DESM) 95 14126 8577 186022 461052
Precocidade na desmama (P DESM) 95 13392 8319 178745 441177
Musculatura na desmama (M DESM) 95 13455 8333 179164 443085
Tamanho na desmama (T DESM) 65 7468 6392 92570 251413
Conformação no sobreano (C SOBR) 82 5639 7781 122223 244447
Precocidade no sobreano (P SOBR) 82 5253 7555 116726 232197
Musculatura no sobreano (M SOBR) 82 5275 7564 116993 233472
Tamanho no sobreano (T SOBR) 61 3795 6021 71100 154702
Perímetro escrotal no sobreano (PEi) 71 8161 6225 51033 72920
Perímetro escrotal no sobreano (PEip) 71 8161 6225 51033 72920
Resistência ao carrapato (ECTO) 37 379 1598 14502 18387
Pelame na desmama (PELAME DESM) 59 6258 5764 85418 224271
Pelame no sobreano (PELAME SOBR) 60 11960 5401 70852 142863
Pigmentação ocular (PIG OCULAR) 68 645 6343 94140 248804
Prepúcio (umbigo) na desmama (UMBIGO DESM) 92 1779 7550 158259 382134
Prepúcio (umbigo) no sobreano (UMBIGO SOBR) 80 1444 6896 101050 198329
Área de olho de lombo (AOL) 36 2518 1750 14919 21902
Espessura de gordura subcutânea (EGS) 36 2515 1745 14821 21741
Espessura de gordura na picanha (EP8) 16 703 868 4394 6095
Gordura intramuscular (GIM) 10 440 637 2899 4057

Diversidade

CARACTERÍSTICA DESVIO PADRÃO MÍNIMO MÁXIMO
Peso ao nascer (PN) 0.76 -2.49 2.26
Facilidade de Parto (FAC DE PARTO)(a)(c) 0.08 -0.30 0.16
Duração da Gestação (D GEST) 2.02 -6.11 6.06
Ganho de peso do nascimento a desmama (GND) 2.97 -9.87 9.66
Ganho de peso da desmama ao sobreano (GDS) 2.22 -4.97 7.00
Ganho de peso do nascimento ao sobreano (GNS) 4.20 -11.94 13.19
Conformação na desmama (C DESM) 0.13 -0.25 0.50
Precocidade na desmama (P DESM) 0.13 -0.28 0.47
Musculatura na desmama (M DESM) 0.15 -0.29 0.64
Tamanho na desmama (T DESM) 0.12 -0.24 0.52
Conformação no sobreano (C SOBR) 0.12 -0.25 0.49
Precocidade no sobreano (P SOBR) 0.14 -0.28 0.47
Musculatura no sobreano (M SOBR) 0.15 -0.33 0.61
Tamanho no sobreano (T SOBR) 0.14 -0.35 0.48
Perímetro escrotal no sobreano (PEi) 0.41 -1.08 1.22
Perímetro escrotal no sobreano (PEip) 0.39 -0.87 1.22
Resistência ao carrapato (ECTO) (a) (b) 0.18 -0.41 0.39
Pelame na desmama (Pm DESM) (a) 0.08 -0.23 0.27
Pelame no sobreano (Pm SOBR) (a) 0.05 -0.13 0.15
Pigmentação ocular (PIGO) (a) 0.15 -0.53 0.77
Prepúcio (umbigo) na desmama (U DESM) (a) (c) 0.09 -0.56 0.33
Prepúcio (umbigo) no sobreano (U SOBR) (a) (c) 0.11 -0.70 0.23
Área de olho de lombo (AOL) 1.17 -2.11 2.95
Espessura de gordura subcutânea (EGS) 0.11 -0.32 0.21
Espessura de gordura na picanha (EP8) 0.17 -0.36 0.35
Gordura intramuscular (GIM) 0.11 -0.19 0.26
Habilidade Materna (HM) 1.88 -5.43 4.72
Retorno Maternal (Rmat) 7.93 -8.47 26.38
Adaptação (ADAPTAÇÃO) (d) 6.66 -13.88 13.53
Carcaça (CARCAÇA) (d) 7.93 -15.03 24.21
Desmama (DESMAMA) (d) 10.47 -28.05 37.03
Final (FINAL) (d) 8.25 -17.26 28.11

Análise genética

A análise genética(a) foi realizada pela empresa GenSys Consultores Associados. O software utilizado possui os seguintes componentes metodológicos:

(1) ANÁLISE DE CONTECTABILIDADE

Antes de realizar a avaliação genética, os dados foram submetidos a uma análise completa de conectabilidade para poder assegurar que as DEPs realmente são relativas à base genética anunciada. O grau de conectabilidade entre grupos contemporâneos foi medido através das conexões genéticas devidas a cada animal e todos os seus ancestrais em comum. As conexões genéticas foram ponderadas pelo parentesco aditivo entre os animais. Para ser considerado conectado à base de dados principal, definiu-se que o grupo contemporâneo deve ter um mínimo de 10 laços genéticos diretos. Todos os produtos pertencentes a grupos contemporâneos desconectados são eliminados da análise genética.

(2) MODELO ANIMAL MULTIVARIADO

O modelo básico, utilizado na avaliação genética de todas as características, pode ser descrito pela equação yijkl = [µ + gci + aj + mk + pek + eijkl] λm, onde yijkl é a observação fenotípica do animal l, pré-ajustada para os efeitos ambientais conhecidos (idade do produto, idade da vaca e época do nascimento do produto) e efeitos genéticos fixos (raça, dominância, perdas epistáticas, complementariedade e suas interações com latitude); µ é a média geral da característica; gci é o efeito do grupo contemporâneo i (fixo); aj é o efeito genético direto do animal j (aleatório); mk é o efeito genético materno da vaca k (aleatório); pek é o efeito de ambiente permanente devido à vaca k (aleatório); eijkl é efeito residual associado à observação ijkl (aleatório) e λm é o fator de ajustamento para o nível m da variância residual do grupo contemporâneo i e resíduo da observação ijkl. Os componentes de (co)variâncias foram previamente estimados pelo método de máxima verossimilhança restrita (REML).

(3) PROCEDIMENTOS ROBUSTOS DE ESTIMAÇÃO

Foram utilizados procedimentos robustos frente à heterogeneidade de variância dos grupos contemporâneos e à magnitude do resíduo de cada observação. A função utilizada (λm) permite que observações “normais” tenham influência plena sobre as estimativas, enquanto que observações pertencentes a grupos contemporâneos com maior variação e resíduos “grandes” têm poder de influência reduzido conforme o grau de confiança calculado.

ANÁLISE GENÔMICA

Para os animais genotipados, a avaliação se deu com base na DEP genômica obtida por meio de procedimento estatístico que combina predição calculada com base na informação dos marcadores com a DEP tradicional. Foi utilizado software para edição e controle de qualidade dos genótipos desenvolvido pela GenSys e software SNP1101 (Versão 1.0, licenciado pela HiggGene Solutions Inc.). O método utilizado foi o BLUP genômico (GBLUP). Resumidamente, o modelo GBLUP pode ser descrito pela seguinte equação y = 1nμ + Zg +e em que y é o vetor de pseudo-fenótipos para a característica avaliada, μ é um parâmetro de posição comum a todas as observações, 1n é um vetor de 1’s, Z é uma matriz de incidência relacionando os valores genômicos diretos a y, g é o vetor de valores genômicos diretos (DGV) e e é um vetor de efeitos aleatórios residuais. Assume-se que g ~ N (0,G*σ²g) e e ~ N (0,Rσ²e), sendo que G* é uma matriz combinada de parentesco e R uma matriz diagonal, cujos elementos são definidos de modo a contemplar as diferenças de acurácia dos pseudo-fenótipos considerados em y.

(a)Antes de submeter os dados à análise genética, foi verificada a consistência de todas as informações contidas no banco de dados com o propósito de dar a maior garantia possível à qualidade dos dados que são utilizados nas análises genéticas.

Como interpretar o Sumário

DEP – Diferença Esperada na Progênie

A DEP é uma estimativa da metade do valor genético aditivo de um indivíduo. Para entender conceitualmente a DEP, tomemos como exemplo a característica ganho de peso do nascimento a desmama e consideremos os touro A e B, com DEPs de 10 e 5 kg, respectivamente. A diferença entre as DEPs dos touros A e B é, portanto, de 5 kg. Isto significa que se ambos os touros forem acasalados com grupos semelhantes de vacas e os produtos forem submetidos às mesmas condições ambientais, os produtos do touro A ganharão, em média, 5 kg a mais do nascimento a desmama do que os produtos do touro B. Para uma correta interpretação deve-se ter sempre em mente que apenas as diferenças entre as DEPs são relevantes, não os valores absolutos.

DEPh – DEP harmônica

No cálculo da DEPh, parte da variabilidade da progênie que é devida a touro é quantificada e utilizada para penalizar proporcionalmente a DEPh dos touros com progênie menos uniforme. Como isto é feito para todas as características avaliadas, a DEPh e os índices gerados com base na DEPh possibilitam identificar, de maneira mais eficiente, os reprodutores que produzem progênie com maior precocidade de crescimento e maior uniformidade.

As DEPhs de auxílio ao parto e de umbigo foram calculadas empregando-se um modelo de limiar. Assim, por exemplo, se o touro A possui uma DEP para auxílio ao parto igual a -0,10 e o touro B possui uma DEP igual a 0,20, em média a probabilidade do touro B produzir filhos que não induzem (ou induzem pouco) o auxílio ao parto (notas de 1 a 3) é 30% maior do que a do touro A. O mesmo conceito é aplicado para umbigo/prepúcio com relação à probabilidade de produzir progênie com prepúcio corrigido (notas de 1 a 3).

BASE GENÉTICA

As DEPhs das características foram expressas em relação a uma base genética móvel, ou seja, em relação à média genética de toda a população analisada. No entanto, as características auxílio ao parto, resistência ao carrapato, pelame, pigmentação ocular e prepúcio/umbigo, por serem relacionadas à adaptação, foram expressas em relação à média do Hereford e do Braford, não podendo ser comparadas entre as duas raças.

ÍNDICES

Os índices agregam num único valor o mérito genético total do animal. Os fatores de ponderação das características consideradas no cálculo dos índices foram definidos para uma base igual a 10, ou seja, como se cada touro fosse avaliado através de 10 características medidas na sua progênie. Assim, o índice 10 indica que, em média, o touro foi superior em um desvio-padrão da DEPh, em cada uma das características integrantes do índice. As ponderações percentuais aplicadas sobre as DEPhs padronizadas que compõem os Índices do Programa Conexão Delta G são apresentadas na próxima seção.

DECAS E PERCENTIS

As DECAS e PERCENTIS são apresentações dos touros em classes de 10 e 1%, respectivamente, obtidas com base nas DEPhs padronizadas. Estes indicadores permitem classificar rápida e objetivamente as DEPhs e Índices de um determinado touro em relação aos demais touros participantes da análise. A DECA 1 indica que o touro está entre os 10% melhores; a DECA 2 indica que o touro está entre os 11 e os 20% melhores e assim por diante.

ACURÁCIA(a)

A acurácia indica o grau de confiança depositado na estimativa da DEPh. Os valores de acurácia podem variar de 0 a 1, sendo que os valores mais elevados indicam maior segurança na estimativa da DEPh. A acurácia é uma função da quantidade de informação disponível para avaliação do touro. São fontes de informação os dados do seu próprio desempenho produtivo, do desempenho de sua progênie e de todos os seus parentes (pai, mãe, irmãos inteiros, meio-irmãos, etc.). Quanto maior a quantidade de informação disponível, mais elevado o valor da acurácia.

É fundamental ter sempre em mente que a seleção deve ser realizada com base nas DEPh e nos Índices e não nas acurácias. A acurácia deve ser usada apenas como fator de definição da intensidade de uso de determinado touro.

(a) Somente na edição impressa, as acurácias foram multiplicadas por 100.

GRAU DE CONFIABILIDADE

O grau de confiabilidade dos Índices Desmama e Final foi determinado com base na acurácia, número de filhos avaliados, número de rebanhos e distribuição dos filhos nos rebanhos, podendo ser classificado em A (elevado), B e C (intermediários).

Classe A: Touros com acurácia superior a 0,90 e que foram utilizados em mais de um rebanho nas fases de desmama e sobreano.

Classe B: Touros com acurácia entre 0,80 e 0,90 na desmama e no sobreano ou touros com acurácia superior a 0,90, mas que foram utilizados em apenas um rebanho na desmama ou no sobreano.

Classe C: Touros com acurácia inferior a 0,80 na desmama ou no sobreano, ou somente com Índice ao Desmame.

A expectativa é que os touros com grau de confiabilidade “A” tenham menor variação nas DEPhs e Índices quando mais dados forem incorporados à base Conexão Delta G, em comparação aos touros com graus de confiabilidade “B” e “C”.

Ponderação dos Índices

ÍNDICE PONDERAÇÃO (%)
ÍNDICE ADAPTAÇÃO
Resistência ao carrapato 50
Pelame na desmama 10
Pelame no sobreano 10
Pigmentação ocular 20
Prepúcio (umbigo) no sobreano 10
ÍNDICE CARCAÇA
Ganho de peso do nasc a desmama 10
Ganho de peso da desm ao sobreano 20
Conformação no sobreano 4
Precocidade no sobreano 8
Musculatura no sobreano 8
Área de olho de lombo 20
Espessura de gordura subcutânea 10
Espessura de gordura na picanha 10
Gordura Intramuscular 10
ÍNDICE DESMAMA
Ganho de peso do nasc a desmama 52
Conformação na desmama 10
Precocidade na desmama 19
Musculatura na desmama 19
ÍNDICE FINAL
Ganho de peso do nasc a desmama 25
Ganho de peso da desm ao sobreano 25
Conformação na desmama 4
Precocidade na desmama 8
Musculatura na desmama 8
Conformação no sobreano 4
Precocidade no sobreano 8
Musculatura no sobreano 8
Perímetro escrotal no sobreano 5
Perímetro escrotal no sobreano 5

Critérios para apresentação

TOUROS

São apresentados, nessa edição do Sumário, touros Hereford e Braford com produtos nascidos a partir de 2022, com acurácia superior a 0.70 e com 10 ou mais filhos para Índice Desmama e/ou Índice Final. Ao todo, são listados 204 touros Braford e 90 touros Hereford.

TOUROS JOVENS

 O Programa de Touros Jovens da Conexão Delta G, além de promover e disseminar o progresso genético entre os rebanhos participantes do Programa, fornece informações de progênie para identificar de forma mais rápida e precisa os touros superiores, que no futuro poderão ser usados intensivamente na reprodução. Para participar do programa de touros jovens, os animais são submetidos a uma forte pressão de seleção. Eles devem estar entre os 1% melhores machos com CEIP, sendo eles escolhidos com o auxílio do PAD (programa de acasalamentos dirigidos). O PAD simula o acasalamento de cada candidato (macho com CEIP) com todas as novilhas da última safra e indica os touros jovens que produzem os melhores resultados nos seguintes critérios básicos: (1) Acasalamentos para maximização do Índice Final da futura progênie; (2) Acasalamentos corretivos para características produtivas e caracterização racial; (3) Melhor balanceamento das DEPs e (4) Manutenção de níveis aceitáveis (menor do que 6%) de endogamia. O sêmen congelado dos touros jovens é distribuído aleatoriamente entre os rebanhos participantes do Programa, de modo que 10% dos produtos de cada rebanho sejam filhos destes touros jovens. A coleta e distribuição do sêmen é fruto de parceria com a Central de Inseminação Progen, disponibilizando ao público touros provados do Programa Conexão Delta G.

Os touros jovens indicados ao teste de progênie do Programa Conexão DeltaG estão apresentados em publicação separada juntamente com os demais touros que tem sêmen à venda em Centrais de Inseminação

VACAS LÍDERES e VACAS JOVENS

As melhores vacas Hereford e Braford com pelo menos 2 filhos avaliados na desmama e sobreano (vacas líderes) e, também, as melhores vacas jovens da safra 2024 são listadas nesse Sumário.

(a)Em www.gensys.com.br/sumario/conexaodeltag são apresentados TODOS os DECA 1 de Touros Jovens, Vacas Jovens e Vacas Líderes das raças Hereford e Braford

COMO LOCALIZAR OS TOUROS

Para encontrar os touros nas diferentes Tabelas do Sumário, localize-os inicialmente pelo Nome na Lista de Referência de Hereford ou de Braford. Esta listagem mostra o RMAT e os Índices Adaptação, Carcaça, Facilidade de Parto, Desmame e Final de todos os touros e está ordenada pelo Nome. Na coluna “Tab” é indicada a Tabela onde são apresentadas todas as DEPhs disponíveis para o respectivo touro.

 

 

 

Fornecedores de sêmen

Código Fornecedor de Sêmen Site Fone
abs ABS www.absglobal.com (34) 3319-5400
ag AG BRASIL www.agbrasil.com.br (16) 2137-7700
alta ALTA GENETICS/ PROGEN www.altagenetics.com.br (53) 3243-1199
cort CORT GENÉTICA BRASIL www.cortgeneticabrasil.com (55) 3414-0164
crio CRIO CENTRAL www.criocentral.com.br (51) 998358100
crv CRV LAGOA www.crvlagoa.com.br (16) 2105-2299
genex GENEX www.genexbrasil.com.br (16) 3362-3888
ren RENASCER BIOTECNOLOGIA www.renascerbiotecnologia.com.br (55) 99927-6808
select SELECT SIRES www.selectsires.com.br (51) 3222-9688
st ST REPRO www.strepro.com.br (19) 3500-4241